30/08/2011
Há tanto tempo... há tanto tempo
não ouço o farfalhar de um sublime buquê!
Esqueceram de mim... Não as mereço mais.
Era o cheiro do teu amor que me banhava num mar de rosas!
Me soprava, me arfava...
Não é tanto tempo assim...
mas parece que se passou uma eternidade desde então.
Quando recordo o sofrimento passaram-se apenas minutos
e meu coração continua gélido ainda, forçando um sentimento mais profundo
ou ingênua e premeditadamente um choro arqueoso.
Não quisera brincar. Somos todos trincados agora.
Com medo.
Nada mais importa e tudo se resume a isso. Medo.
Voltei ao início quando tentara correr de tudo aquilo,
agora, cá está ele novamente. Me fazendo sentir.
Quanto do que fiz ainda resta em você?
Quanto disso você está escondendo para tentar mais uma vez?
Não somos históricos meu amor e nem fazemos a van história.
Somos duas pestes magoadas por meu consentimento.
_Vão! Assolem! Destruam! Aguentamos...
Não era nada demais... Pensara que o inferno não fora nada demais.
Te consumi. Te mudei. Quanto do homem que amo ainda está aí?!
Quanto da indecência e dos xingamentos e dos palavrões?!
Quanto de liberdade eu lhe tirei para aprisionar-te junto a mim?!
Quanto chorou e ainda não me contou?
Estamos num beco apertado... incomodados.
Tudo que estamos fazendo agora seria fingir?
Estamos apenas esperando?
Omitindo e disfarçando?
Não, realmente, há tempo não falo esse assunto contigo.
Dói em ti e é uma tortura para mim.
Tenho medo de não ser forte, de estar apenas delirando...
Creio que as coisas ficarão calmas...
Logo logo.